O Professor do Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ), José Arimathéa Oliveira e Diretor do Comitê de Bacias do Médio Paraíba do Sul participou na manhã desta quinta-feira, 21 de maio de um evento virtual, a nível nacional, promovido pelo Observatório de Governança das Águas (OGA).

Além de Arimathéa que também atua como Coordenador do Fórum Fluminense de Comitês de Bacias, participaram representantes da Agência Nacional de Águas, de Comitês de Bacias do estado de São Paulo e Minas Gerais, além do Coordenador do Fórum Nacional de Comitês de Bacias.

Na oportunidade foi apresentada toda a dinâmica de reuniões virtuais e tarefas das equipes envolvidas. A ênfase da apresentação foi a preocupação em criar mecanismos que façam esses ambientes colegiados funcionarem, com a garantia da participação de todos as pessoas, consultando anteriormente cada um para conhecer suas disponibilidades e limitações e a disposição de participar de reuniões em formato virtual.

Arimathéa destacou a importância de se ter uma regulamentação interna para oficializar e dar respaldo às decisões tomadas pelo colegiado dos comitês de bacias e informou que o Rio de Janeiro parte na frente quando aprova essa regulamentação no Conselho Estadual de Recursos Hídricos, apoiada nos Decretos Estaduais que caracterizaram a pandemia no estado.

O Fórum Fluminense de Comitês de Bacias, desde 15 de março, já realizou 11 reuniões virtuais, totalizando cerca de 30 horas de trabalhos efetivos, isso representa cerca de 8 meses de trabalho, se as mesmas fossem realizadas no formato presencial, considerando que os encontros são mensais e a duração média é de 4 horas de duração, a cada reunião.

Além disso, vários grupos de trabalho estão envolvidos e atuando gerando um esforço ainda maior de envolvimento das pessoas.

Arimathéa destaca que nesse tempo de isolamento social é importante as instituições respeitarem também a situação de cada pessoa. Além do acesso às ferramentas de informática, além da capacidade ou o conhecimento das pessoas em saber usar essas ferramentas de reuniões virtuais, precisamos saber e respeitar o estado emocional de cada um para participar de atividades assim. Por outro lado, destaca o professor, essa pode ser uma oportunidade das pessoas se envolverem com uma causa nobre, que é o cuidado com as nossas águas e assim fazer que elas se sintam úteis e de alguma forma colaborando com a sociedade para proteção deste bem comum, que é um dos pilares do combate ao COVID-19.