A Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) Sul Fluminense divulgou uma nota na manhã desta segunda-feira, dia 05, para informar sobre a crise setorial, econômica e financeira, que vem acumulando prejuízos, dívidas e desempregos no setor. A entidade representa estabelecimentos de diversas especialidades da gastronomia, como restaurantes, pizzarias, cantinas, lanchonetes, food trucks, sorveterias, cafeterias, pastelarias, choperias e, ainda, casas de festas, boates e bares, bem como demais estabelecimentos que comercializam alimentação fora do lar. 

De acordo com a nota, o setor está vivendo, nos últimos 12 meses, momentos difíceis, onde os prejuízos, as dívidas e o desemprego estão se acumulando. A entidade informa ao Governo Municipal de Volta Redonda sobre a situação crítica do setor e a preocupação com as incertezas e as possíveis novas medidas para o período de 05 as 12 de abril de 2021.

Segundo a Abrasel, mais de 60 estabelecimentos encerraram as suas atividades no último ano, desempregando aproximadamente 300 profissionais. "Além dos desempregos por conta do fechamento dos estabelecimentos, a crise fez com que as empresas em atividade realizassem a redução drástica do quadro de pessoal na ordem de 800 profissionais. Em resumo, aproximadamente 1100 famílias de Volta Redonda ficaram sem a sua renda formal para o sustento digno", diz o documento, lembrando que, além das dificuldades vividas nos últimos tempos, os custos tributários e trabalhistas no Brasil são extremamente elevados.

"O setor de alimentação fora do lar, desde março de 2020, é um dos que mais sofreu restrições, juntamente com as casas de festas e casas noturnas, que fazem parte do nosso setor. Temos consciência da responsabilidade do Governo Municipal para manter a população com saúde, mas também precisamos manter as empresas vivas", ressalta a Abrasel.

Ainda na nota, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes solicita ao Governo Municipal que mantenha o funcionamento do setor e que siga o Decreto Estadual nº 47.556 de 03 de abril de 2021, que estabelece restrições que permitem o trabalho com a carga horária flexível. "O setor de alimentação fora do lar é composto por 21 segmentos diferentes na gastronomia de Volta de Redonda, alguns trabalham no horário diurno e outros no horário noturno. Precisamos manter todos vivos. Precisamos trabalhar todos os dias, segunda a domingo, e com uma carga horária de oito horas em cada turno, pois ao abrirmos o estabelecimento o empregado ganha para trabalhar oito horas, e é isso que pagamos. O necessário neste momento é trabalharmos, e se for preciso até mesmo sem bebida alcóolica, a partir das 22 horas".

Vale lembrar que o Decreto Estadual 47.556 não limita horário de funcionamento, mas estabelece o distanciamento entre as mesas de 1,50 metros e o protocolo de comportamento social preventivo da COVID-19.

"Enfatizamos no nosso pedido ao Governo Municipal que o setor de alimentação fora do lar, está sofrendo muito nos últimos 12 meses, e precisamos muito do Governo Municipal, que nos ajude a manter as empresas produzindo, mantendo os empregos, e que possam pagar as dívidas e os compromissos assumidos. Pedimos a todos os empresários que continuem a trabalhar cumprindo e fazendo cumprir as normas da vigilância sanitária e da secretaria de saúde, - uso da máscara, álcool na limpeza e higienização e o distanciamento, - para superarmos a maior crise deste século, que afeta diretamente a economia, o emprego e o empreender no setor de alimentação fora do lar", finaliza a nota assinada por José Fardim, presidente da Abrasel Sul Fluminense.