A Câmara de Vereadores de Barra Mansa aprovou a instauração do processo de impeachment deRodrigo Drable (DEM), afastado do cargo de prefeito da cidade por suspeita de corrupção. A votação do requerimento, de autoria do vereador Marcel Castro (Cidadania), ocorreu durante sessão realizada na manhã desta quarta-feira, dia 29. Com a instalação da comissão processante, haverá o prazo de 90 dias para conclusão do processo. A comissão processante ficou  constituída da seguinte forma: Gustavo Gomes, como presidente; Maria Lúcia Moura da Fonseca, como relatora; e Daniel Volpe Maciel, como membro. Drable terá um prazo de 10 dias, a contar da data de notificação, para apresentar sua defesa prévia.

Os vereadores Gilmar Lélis, Thiago Valério, Mauro Sabino, Vicentinho, Gustavo Gomes, Daniel Volpe Maciel, Wellington Pires, Jaime Alves, Maria Lúcia, Marquinho Pitombeira, Elias da Corbama, Zé Abel, Gilson Poxa Vida e Renatinho votaram favoráveis ao requerimento. Já Cristina Magno (suplente de Marcel que, por ser autor do requerimento é impedido de votar) e Carlos Roberto de Carvalho, o Beleza, se abstiveram de votar.

Logo após a sessão, Rodrigo Drable, divulgou uma nota por meio do secretário de Comunicação da PMBM. “Estou sendo acusado por um vereador, de oferecer vantagem a vereadores. Aprovaram a comissão por unanimidade. Será a grande oportunidade de se esclarecer se alguém teve algum tipo de vantagem”, disparou. E continua: “Há de se refletir: Se todos foram a favor, quem é que recebeu vantagem? Mais à frente todos saberão, se sou autor ou vítima. A verdade sempre prevalece”.

Relembre o caso

No dia 14 de julho, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e a Polícia Civil realizaram operação para cumprir 11 mandados de busca e apreensão na prefeitura e na Câmara dos Vereadores de Barra Mansa. O intuito da ação é investigar casos de corrupção no município. Entre os alvos da investigação estão o prefeito Rodrigo Drable (MDB) e o presidente da Câmara de Vereadores, Paulo Chuchu (Solidariedade), ambos  afastados dos cargos.

A investigação ocorre após denúncia feita por um vereador, que disse ter recebido uma proposta no valor de R$ 30 mil para votar favorável às contas do prefeito no exercício de 2018, cuja votação aconteceu no mês de maio. Vale lembrar que as contas foram rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), mas acabaram aprovadas na Câmara Municipal. Além de Rodrigo e Chuchu, também são investigados e, consequentemente afastados dos cargos, o vereador Zélio Resende (PRTB) e o coronel da Polícia Militar Jorge Ricardo da Silva, que ocupava um cargo comissionado da prefeitura.

Com o afastamento, o cargo de chefe do Executivo foi assumindo pela então vice-prefeita, Fátima Lima.