O prefeito afastado de Barra Mansa, Rodrigo Drable (DEM), conseguiu uma decisão liminar em recurso impetrado no STF (Supremo Tribunal Federal) que lhe concede o direito de retornar ao cargo. Após 18 dias afastado por conta de uma investigação do Ministério Público, Drable toma posse já nesta sexta-feira, às 15h, no Centro Administrativo Luís Amaral (Campla), sede da PMBM. Com o afastamento, o cargo de chefe do Executivo estava sendo conduzido pela vice-prefeita, Fátima Lima.

Cabe lembrar que na última quarta-feira, dia 29, a Câmara de Vereadores de Barra Mansa aprovou a instauração do processo de impeachment de Rodrigo Drable. Na ocasião, o prefeito divulgou uma nota comentando a aprovação por unanimidade. “Será a grande oportunidade de se esclarecer se alguém teve algum tipo de vantagem (...) Se todos foram a favor, quem é que recebeu vantagem? Mais à frente todos saberão, se sou autor ou vítima. A verdade sempre prevalece”.

 

Relembre o caso

No dia 14 de julho, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e a Polícia Civil realizaram operação para cumprir 11 mandados de busca e apreensão na prefeitura e na Câmara dos Vereadores de Barra Mansa. O intuito da ação é investigar casos de corrupção no município. Entre os alvos da investigação estão o prefeito Rodrigo Drable (MDB) e o presidente da Câmara de Vereadores, Paulo Chuchu (Solidariedade), ambos afastados dos cargos.

A investigação ocorre após denúncia feita por um vereador, que disse ter recebido uma proposta no valor de R$ 30 mil para votar favorável às contas do prefeito no exercício de 2018, cuja votação aconteceu no mês de maio. Vale lembrar que as contas foram rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), mas acabaram aprovadas na Câmara Municipal. Além de Rodrigo e Chuchu, também são investigados e, consequentemente afastados dos cargos, o vereador Zélio Resende (PRTB) e o coronel da Polícia Militar Jorge Ricardo da Silva, que ocupava um cargo comissionado da prefeitura.