A administração da Nitazoxanida como tratamento precoce da Covid-19 em pessoas do grupo de risco em Volta Redonda apresentou sucesso nos 125 pacientes que receberam o medicamento. O monitoramento apontou que o tratamento freou o agravamento da doença, evitando internações e óbitos. O uso do medicamento na Rede Municipal de Saúde, para evitar a evolução da doença, é possível graças a um novo protocolo de tratamento firmado pela prefeitura com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) no final do último mês de junho, através do médico infectologista Edimilson Migowski.

A orientação da secretária municipal de Saúde, Flávia Lipke, é procurar a unidade da referência para a Covid-19 mais próxima de casa assim que notar os primeiros sintomas indicativos da Covid-19. “Têm direito ao tratamento com a Nitazoxanida as pessoas acima de 40 anos com comorbidades – doenças que podem agravar o quadro da Covid-19, e os pacientes que fazem parte do grupo de risco para a doença, principalmente idosos e pessoas com doenças crônicas”, avisou, explicando que, caso haja indicação para o tratamento, o paciente será encaminhado para um dos cinco Centros de Triagem.

Os polos para atendimento de casos suspeitos da Covid-19 em Volta Redonda são as Unidades Básicas de Saúde dos bairros 249, São João, Vila Mury e Volta Grande, que ficam abertas das 8h às 22h, além do Centro de Doenças Respiratórias (CDR), que funciona no Estádio Raulino de Oliveira, das 8h às 19h.

Elizabeth de Sousa Leite, moradora do Jardim Primavera, tem 72 anos e fez o tratamento com Nitazoxanida. “Segui todas as orientações e procurei atendimento assim que senti os primeiros sintomas. Comecei a tomar o medicamento e a melhora foi gradativa até me recuperar totalmente. Tem menos de um mês e já retomei as atividades do dia a dia”, disse, fazendo questão de parabenizar a Prefeitura de Volta Redonda pela maneira responsável com que está conduzindo a luta contra a Covid-19. “Acredito que o tratamento precoce foi um grande acerto”.

O técnico de Segurança no Trabalho, Renato dos Santos, também já retornou ao trabalho, menos de um mês após o tratamento contra Covid-19. No dia 15 de julho, o morador da Vila Mury, de 61 anos, começou a tomar o medicamento. “Para mim funcionou muito bem. Os sintomas não evoluíram e logo passaram. Tomei os cuidados para não passar para outras pessoas, mas passei bem pela doença”, contou.

José Carlos Moreira, morador do Belo Horizonte, tem 77 anos e também passou pelo tratamento com a Nitazoxanida. “Fiquei muito preocupado por conta da idade, mas tive apoio dos familiares para procurar logo o tratamento e a doença nem chegou a avançar. Logo fiquei bem”, comemorou.   

O prefeito Samuca Silva afirma que Volta Redonda saiu na frente mais uma vez, adotando o tratamento com a Nitazoxanida para casos leves da Covid-19. “Talvez o município seja o único do país a ter esse protocolo regulamentado. Certamente fomos o primeiro”, falou, comemorando o sucesso da parceria com a UFRJ, por meio do infectologista Dr. Edimilson Migowski, que garantiu a segurança do medicamento.

“A eficácia da Nitazoxanida em mais de cem pacientes em Volta Redonda ajuda a atingir o objetivo de manter a capacidade de leitos para internação para casos graves da doença”, disse Samuca, lembrando que a possibilidade desse tratamento não deve substituir o isolamento social, o uso de máscara e a higienização das mãos como forma de prevenção. “Apesar do novo tratamento estar dando resultados positivos, ainda pedimos para a população manter as medidas de proteção: evitando aglomeração, usando máscaras e higienizando as mãos”.

De acordo com o diretor do departamento de Assistência Farmacêutica, Alan Sombra, o paciente que apresenta sintomas suspeitos para a Covid-19 e se encaixa nos critérios para receber o tratamento inicia de imediato a administração da Nitazoxanida. “Eles fazem a coleta de swab para fazer o teste para a doença, mas antes mesmo da chegada do resultado iniciam o tratamento. A farmacêutica do Consultório Farmacêutico Municipal faz o primeiro contato de avaliação”, explicou.